IX Congresso Brasileiro e VII Congresso Internacional da Sociedade Nacional de Fisioterapia Esportiva e da Atividade Física

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Dados do Trabalho


Título

Características da prática de corrida em corredores de rua de assessorias em Fortaleza

Resumo (máximo 3000 caracteres com espaço)

Introdução: A corrida de rua é um esporte que apresenta alta incidência de lesões dos seus praticantes, e que vem aumentando a sua procura entre pessoas de diferentes idades e categorias. Este fato requer uma investigação das características principais desta prática. Objetivo: Analisar as características da prática de corrida em corredores de rua acompanhados por assessorias em Fortaleza. Metodologia: Estudo transversal, nos meses de Março e Junho de 2019, com noventa corredores associados a três assessorias de Fortaleza-CE, que preencheram questionário sobre variáveis da prática de corrida, lesões, e encurtamento muscular com o Banco de Wells. Resultados: Dos noventa corredores avaliados, havia significativamente mais homens (64%) do que mulheres (36%) (p=0,001), com uma média de idade de 37,9 ± 6,3. Quanto às características da prática de corrida (fortalecimento, tempo de prática, frequência, volume de corrida e intensidade): (a) sessenta e um fazem fortalecimento (68%) (p=0,001); (b) trinta e sete correm entre 2 a 5 anos (41,1%) e a mesma quantidade quarre há mais de 5 anos; (c) sessenta e sete correm de 3 a 4 dias por semana (74,4%), dezesseis correm 5 ou mais dias (17,8%); (d) vinte e quatro correm até 20 km por semana (26,7%), trinta e um entre 21 e 30 km (34,4%) e trinta e cinco correm mais de 30 km por semana (38,9%); (e) conquenta e um correm de forma moderada (56,7%) e trinta e um forte (34,9%). Foi relatada uma quantidade significavamente menor de lesões (37%) (p=0,02). Os locais mais frequentes das lesões foram na perna, quadril, joelho, coxa e tornozelo, juntos totalizando 67%% de todas as loesões nos membros inferiores. Com relação à fase que surgiram as lesões, 31,1% ocorreram durante o treino, e 5,6% durante a competição. A quantidade de atletas que relatou dor foi significativamente menor (20%) (p=0,001). Com relação a flexibilidade da cadeia posterior, trinta e três corredores foram caracterizados como ruim (36,7%), vinte e nove abaixo da média (32,2%), quinze na média (16,7%), oito acima da média (8,9%) e cinco excelente (5,6%). Conclusão: Este estudo mostrou que lesões e dor são fatores não muito ocorrentes nesta população. E apesar da média de flexibilidade não satisfatória para a maioria destes corredores, considerando os últimos doze meses da prática esportiva, a realização de exercícios de fortalecimento muscular pode estar contriuindo para a baixa ocorrência de lesões e dor. Assim, este estudo sugere que futuras pesquisas relacionem essas variáveis.

Palavras-chave (máximo 3)

Corrida. Traumatismos em Atletas. Medicina do Esporte .

Área

Epidemiologia

Autores

Bruno Oliveira Mamede, Cauã Camurça Freire, Lucas Lima Batista, Júlio Cesar da Costa Filho, Maria Cymara Pessoa Kuehner